Endometriose e Nutrição: O Que Você Precisa Saber
A alimentação anti-inflamatória pode ser uma grande aliada no manejo da endometriose. Entenda como a nutrição pode ajudar.
A endometriose é uma doença inflamatória crônica que afeta cerca de 10% das mulheres em idade reprodutiva. Ela causa dor pélvica, cólicas intensas, e pode comprometer a fertilidade. Embora não exista cura pela alimentação, a nutrição pode ser uma aliada poderosa no controle dos sintomas e na qualidade de vida.
A relação entre alimentação e inflamação
A endometriose é, em sua essência, uma doença inflamatória. O tecido endometrial que cresce fora do útero provoca uma resposta inflamatória constante. Por isso, uma alimentação anti-inflamatória pode ajudar a modular essa resposta e reduzir os sintomas.
“Não é só sobre excluir alimentos. É sobre incluir nutrientes que modulam a inflamação.”
Nutrientes-chave para endometriose
Quercetina
A quercetina é um flavonoide com potente ação antioxidante e anti-inflamatória. Estudos mostram que ela pode ajudar a reduzir a proliferação do tecido endometrial e diminuir a dor.
Onde encontrar: maçã (com casca), cebola roxa, brócolis, chá verde, uvas.
Curcumina
Presente na cúrcuma (açafrão-da-terra), a curcumina tem ação anti-inflamatória comparável a alguns medicamentos. Ela ajuda a modular as vias inflamatórias envolvidas na endometriose.
Dica: combine a cúrcuma com pimenta preta e uma fonte de gordura para melhorar a absorção.
Ômega-3
Os ácidos graxos ômega-3 competem com o ômega-6 pelas mesmas enzimas, ajudando a produzir compostos menos inflamatórios. Aumentar o ômega-3 na dieta é uma das estratégias mais bem documentadas.
Onde encontrar: peixes de água fria (salmão, sardinha), linhaça, chia.
Magnésio
O magnésio ajuda no relaxamento muscular e pode aliviar as cólicas menstruais. Muitas mulheres com endometriose apresentam deficiência desse mineral.
Onde encontrar: folhas verde-escuras, sementes, chocolate amargo (70%+), abacate.
O que evitar ou reduzir
Alguns alimentos podem agravar a inflamação e os sintomas:
- Alimentos ultraprocessados: ricos em gorduras trans e aditivos que promovem inflamação
- Excesso de açúcar refinado: aumenta os picos de insulina e a inflamação sistêmica
- Álcool em excesso: sobrecarrega o fígado, que é responsável pela metabolização do estrogênio
- Glúten: algumas mulheres relatam melhora ao reduzir (não é regra para todas)
Uma abordagem equilibrada
É importante ressaltar que a dieta para endometriose não precisa ser restritiva ou radical. O objetivo é priorizar alimentos ricos em antioxidantes e anti-inflamatórios, sem transformar a alimentação em mais uma fonte de estresse.
Exemplo de prato anti-inflamatório:
- Proteína: salmão grelhado com cúrcuma e pimenta preta
- Carboidrato: batata-doce assada
- Vegetais: brócolis e cebola roxa refogados no azeite
- Sobremesa: maçã com canela
Cada mulher é única
Nem toda mulher com endometriose responde da mesma forma à alimentação. Por isso, o acompanhamento nutricional individualizado é fundamental para encontrar a estratégia que funciona melhor para você.
Se você convive com endometriose e quer descobrir como a nutrição pode te ajudar, agende uma consulta e vamos montar juntas um plano que faça sentido para o seu corpo.
Cristiane Pascottini
Nutricionista | Saúde da Mulher
Gostou do conteúdo?
Agende uma consulta e receba orientação nutricional personalizada.
Falar com a Cris